A vereadora Wal da Farmácia é autora do pedido de informaçõesA partir do Requerimento 2/2025, a Câmara pede informações à prefeitura “sobre as obras de desassoreamento realizadas no ano de 2024, em alguns pontos da cidade”. A matéria legislativa é de autoria da vereadora Wal da Farmácia (PSB) e foi aprovada por unanimidade na sessão ordinária desta segunda-feira (24).
Na justificativa do Requerimento, Wal destaca que o município “possui vários pontos de alagamento, tanto na região central como em vários bairros”, e que a prefeitura realizou obras de desassoreamento que “não se mostraram eficazes em sua finalidade específica”. Segundo ela, a população cobra informações.
A propositura questiona os locais onde ocorreram as obras, a sua extensão, o valor investido e a respectiva origem do dinheiro público. Pergunta, ainda, se houve licitação para contratação, o nome da empresa vencedora do certame, o tempo de execução das obras e se “foram realizados estudos necessários e pertinentes ao tema”.
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Obra de desassoreamento no município (Prefeitura: 18/01/24)Parlamentares comentaram o assunto. Wal lembrou que as obras destruíram o asfalto de ruas da região central, inclusive. “E o que mudou com o desassoreamento? Nada. Tivemos aí uma enchente, [que a] cada ano que passa [é] maior ainda”, afirmou, ressaltando a importância de se obter as informações, para informar a sociedade. A vereadora ainda lembrou a relevância de se desentupir galerias da Avenida Ayrton Senna, por exemplo. “Tem vários locais da nossa cidade que precisam fazer o desentupimento”, ressaltou, em discurso antes da votação.
Bruno Leite (UNIÃO) disse que o contrato das obras do Estado, relativo ao trecho de Monte Mor, é de cerca de R$ 2,5 milhões. E lembrou que ocorreu o desassoreamento de córregos, mas que “existem muito mais ações que precisam ser feitas, para surgir efeito”, como projetos de macrodrenagem e cobrança de contrapartidas dos empreendimentos que se instalam no município. O vereador ainda citou a relevância da atuação conjunta dos governos municipal, estadual e federal, assim como da sociedade, para enfrentar o problema.
Último a discursar, o presidente da Câmara, Beto Carvalho (PP), parabenizou a autora pelo Requerimento. Além disso, afirmou que é equivocada a ideia de que a simples limpeza dos afluentes solucionaria o problema. O vereador citou a importância de novos condomínios fazerem o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), tendo em vista os problemas que ocorrem devido à ausência, e lembrou que Campinas tem “grande parcela de responsabilidade” no problema das enchentes, devido às toneladas de lixo que vêm do município, através dos rios.